Jornada 16 - Quem marcar ganha...
10 jogadores
Equipas feitas tipo "fico com os que estão deste lado do campo" pelo Rodrigo
Equipa 1: Rodrigo, Márcio, João, Pedro Santos, Gameiro
Equipa 2: Miguel Campos, Vasco, Pedro 'Cardozo', Pedro Centieiro, Rúben
Resultado final: 8 - 7
Marcadores: Márcio 2, Gameiro 2, Pedro Santos 2, João 1, Rodrigo 1; Pedro 'Cardozo' 4, Vasco 2, Miguel Campos 1
MVP: Márcio
Num jogo que se antevia inclinado para um dos lados, lado esse com dois pesos-pesados - Miguel Campos e Pedro 'Cardozo' - uma seta venenosa para o adversário e a trabalhar em prol do conjunto- Vasco - um todo-o-terreno - Rúben - e um guarda-redes 'seguro de vida' - Pedro Centieiro -, a equipa 2 ameaçava uma vitória mais ou menos controlada, senão a partir do apito inicial, pelo menos a partir do momento em que sem dificuldade chegou a uma vantagem de 2-0 sem permitir o seu adversário criar sequer um lance de perigo.
Mas a equipa 1 não virou a cara à luta, e depois de meia hora a ver jogar resolveu concentrar-se e tomar juízo, percebendo que afinal um dos pesos-pesados estava em claro sub-rendimento ('Cardozo'), que o outro estava cansado (ambos pesando nas pernas batalhas recentes noutros recintos desportivos) e que alguns passes não saíam bem à equipa favorita, que teimava em não se distanciar no marcador. Lutando contra a falta de ritmo do Rodrigo (o Braveheart do Pomarinho que hoje regressou pondo de lado a argamassa e o alcatrão) contra o cansaço do João (também a braços com a ressaca dos músculos que os dois adversários sentiam), contra o ocasional disparate do trapalhão mas esforçado Gameiro e contra a barafunda defensiva que dominou o primeiro terço do terreno do princípio ao fim do jogo, a equipa 1 fez das tripas coração e impôs-se como pôde.
Como chaves da partida, salientaria: a margem de vantagem sempre curta para a equipa que seguia na frente; a garra da equipa 1 na segunda metade do tempo, que lhe permitiu conseguir pelo esforço o que não conseguia na técnica propriamente dita; alguma falta de sorte da equipa 2 no capítulo da finalização, que impediu uma dilatação no marcador.
Na retina ficam: um tiro do Vasco à entrada na área defendido de cabeça pelo João; um golaço de livre do Márcio, execução perfeita; o chapéu do Vasco ao João, sagaz, oportuno e bem medido; o auto-golo final do Pedro Centieiro, após uma anedota de canto do Pedro Santos, cereja no topo de um bolo cujo principal ingrediente foi a ironia do destino.
Jogámos bonito.
JC





