Jornada 26 - Alegria ao cair do pano: golpe de teatro no teatro dos sonhos
10 jogadores
Par ou ímpar: André e João
Equipa 1: André, David, Rúben, Pedro Santos e Miguel Marques
Equipa 2: João, Hugo, Rodrigo, Pedro Centieiro e Luís
Resultado final: 7 - 8
Golos: David 3, Miguel Marques 2, André 1, Rúben 1; Hugo 4, João 3, Rodrigo 1
Pela primeira vez desde o novo sistema de equipas (par ou ímpar cada um à vez contra o João) venceu a equipa que perdeu o par ou ímpar. Contra a probabilidade estatística, contra a lógica e contra as casas de apostas, a verdade é que saíu furado o prognóstico mais avançado entre os treinadores de bancada por esse país fora.
A equipa 2, que precisava de estar muito concentrada neste jogo para levar de vencida a formação adversária (mais forte tecnicamente e mais apetrechada para batalhar pelos 3 pontos), entrou com ânimo no encontro e logrou obter vantagem da forma mais inesperada, fazendo jus à música infantil: "O balão do João sobe sobe pelo ar; está feliz, o petiz..."...porque a bola vai entrar. O Hugo não lhe chegou, o Rúben não teve mãozinhas; estava feito o 1-0, com um golo marcado pelo guarda-redes.
O David não esteve com meias medidas e fuzilou o João na jogada seguinte, só por causa das tosses. 1-1.
O jogo prosseguiu numa toada interessante, sempre com a equipa 1 mais perigosa, mas com alguns erros no passe e sobretudo nas perdas de bola pela linha lateral. Nenhum dos elementos da equipa passou incólume nesta estranha patologia colectiva, a que não é de todo alheia a boa pressão levada a cabo pela equipa 2. A marcha do marcador não permitiu vantagens inalcançáveis, nunca tendo ultrapassado os 2 golos de diferença, ingrediente indispensável para o que sucederia no pavimento mais quente de Odivelas.
Mais golo menos golo (bem a dupla David /André em 2 excelentes jogadas), mais cacetada menos cacetada (David no João, Pedro no João), chegamos à hora das decisões e o jogo empatado 6-6. Aproxima-se a hora, o cansaço apodera-se dos músculos, com certeza; do ânimo, talvez; mas não da vontade. 7-6 para a equipa 2 com um golo do Hugo, letal no contra-ataque. 7-7 na resposta imediata, numa das tais combinações da dupla temível da equipa 1, com o David a assistir o André com meio golo.
Perguntam-se as horas, responde quem sabe. É adepta e não paga bilhete. São 20h. O André pede que fiquemos pelo menos mais um golo. É golo de ouro, é o "quem marcar ganha". Carrega a equipa 1, defende-se como pode a equipa 2. Encostados ao último reduto, cortam para longe o perigo que ronda. David atira para lá do poste. Pedro Centieiro lança longo para o João, corte da defensiva para fora. É canto. João assume a marcação. Hugo faz sinal, quer a bola por cima. João coloca com mestria, Hugo salta e cabeceia perfeito, em chapéu, para bater um Pedro Santos mais afoito e menos calculista. Alegria ao cair do pano, e logo com um golaço de antologia.
Golpe de teatro no teatro dos sonhos! Todos os jogos fossem assim.
Jogámos bonito.
JC



